domingo, 22 de janeiro de 2012

(Imagem: Marcelo Lyrio)




Aqui nesta praia onde
não há nenhum vestígio de impureza,
aqui onde há somente
ondas tombando ininterruptamente,
puro espaço e lúcida unidade,
aqui o tempo apaixonadamente
encontra a própria liberdade.



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O mar azul e branco e as luzidias
Pedras - O arfado espaço
Onde o que está lavado se relava
Para o rito do espanto e do começo
Onde sou a mim mesma devolvida
Em sal espuma e concha regressada
À praia inicial da minha vida.




Sophia de Mello Breyner Andresen

2 comentários:

  1. [onde o tempo,

    o mar se enruga na sua onda,
    eternidade]

    sempre Sophia,

    um imenso abraço, Daniella

    Leonardo B.

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  2. Gostei do blog. Me deleitei com os textos postados aqui.

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