sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Solo de clarineta

(Imagem: Olivia Parker)



 
As pétalas da flor-seca, a sempre-viva,
do que mais gosto em flor.
Do seu grego existir de boniteza,
sua certa alegria.
É preciso ter morrido uma vez e desejado
o que sobre as lápides está escrito
de repouso e descanso, pra amar seu duro odor
de retrato longínquo, seu humano conter-se.

As severas.



Adélia Prado


Um comentário:

  1. Boniteza e alegria de seu grego existir...
    Lindo, Daniella. Beijos!

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