terça-feira, 15 de novembro de 2011

Deixei sinais do meu asilo no seu corpo...

(Imagem: Josephine Sacabo)



 
  Deixei sinais do meu asilo no seu corpo
Nossos olhos de antes entrelaçados
aves
hoje voam sem coragem
além do sempre onde fomos colocados,
eu, você e as cartas do impossível
nada que apague o amanhã
em sonhos descorados
com que esperei-te um dia na janela
e minha casa era seu corpo
e suas mãos roubavam o meu tempo
agora é só o lamento da rima lassa
onde me lembro
o dó
e ainda que eu te beije,
não te vejo.




Helena Schopenhauer Borges

2 comentários:

  1. Photo sublime et très beau texte malgré un ton mélancolique.

    Roger

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  2. [subtil manhã ancorada no peito,

    da palavra em corpo refeito]

    um imenso abraço, Daniella

    LB

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