domingo, 2 de outubro de 2011

(Imagem: Angela Bacon Kidwell)



 
... mas eles não sabiam que tudo já estava feito.
na bainha do desejo
o fogo pairava, vivo
estavam diantes um do outro
e para isso nunca houve explicação.


 
o que diziam era que os dois se amavam.
pousavam rudes as esperanças dentro daquelas ruas
era tudo tão claro quando de noite passavam
as vistas da janela,
figuras imóveis
paravam para observá-los.

 


é certo quando se diz que uma alma reconhece a outra.
mesmo que distantes, mesmo que furtivas
as almas se entranham, se descobrem
nessas vielas abandonadas onde vivem nossos sentimentos.
é certo porque ali se olham bem fundo,
sabem por onde percorrer, os olhos.

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