quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Do Desejo


(Imagem: Francesca Woodman)






Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas descomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te sôfrega
Como se fosses morrer colado à minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.



Hilda Hilst

Um comentário:

  1. Olá Daniella, encontrei teu blog por acaso e estou fascinado! De muito bom gosto, poemas muito bonitos-principalmente os teus-e imagens bem escolhidas. Já está nos meus favoritos!
    Enviei um email para ti, OK?

    Um abraço,
    Pedro.

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