quinta-feira, 15 de setembro de 2011

(Imagem retirada da web, intitulada: Ziebat)




começo a escrever para um estranho
figuras mudas num assombro
recordações do que não vivi
entrou em meu quarto
-atrozes, as luzes, abajour, rádio, televisão-
me endereço para o lugar mais próximo e turvo
me dá sua mão
num lapso perdido
no centro da cama
as pernas, enlaces
imagino
seu corpo no meu
como as figuras mudas
incisivo
nos arredores da carne
as vias do nosso silêncio
temporal, desejos do corpo, o amor correndo nas veias

te amo

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