terça-feira, 20 de setembro de 2011


(Imagem: Francesca Woodman)



 
porque a saudade é constante
eu revirava os cadernos
você sabe que o sangue a teus pés
é um vendaval primaveril
as janelas em pulsos
contra o vento
no sofá uma folha de abril
passei por nossos anos
olhando daqui
as luzes estáticas no corredor
ante-nomes-cúmplices
a vida de um retroprojetor
ruídos na calçada
um passo no frio, alvitre, calor
as figuras constantes
composições na escada
na língua em brasa,
nas linhas em curva
num pouso aéreo vítreo
sobre o seu corpo,
postiço catalisador

2 comentários:

  1. Todo y no entenderlo todo, y seguro que me pierdo muchas cosas, algunas de las imágenes que escribes me gustan mucho.

    besos

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  2. Isso não é apenas um texto, é um monumento, uma catedral feita de ventos, folhas, escadarias e febre!

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