quarta-feira, 20 de julho de 2011

estas roupas que foram tuas
que foram do teu corpo
em fogo
nas noites
foram teu objeto feroz
teu recomeço, minhas mãos em todas elas
e todas se desfazendo, caindo pelo chão de alvenaria
nossas roupas
nossos panos
em prantos
uma casa, um canto de liláceas voltadas para o sol
virgens, vivas, abocanhando o meio-dia
esgotadas, nos olhando
à beira das árvores
que tocamos
e todos os seres alimentamos
dentro de nós
em chuva
dias, rasuras, rochedos abertos em ferida
um mal, um desassossego...
um ricochete de vozes e vozes e vozes

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