quarta-feira, 8 de junho de 2011


 (Julio Pomar)



a morte que é calada e não se adelgaça sobre as feridas/e sobre as jarras cinzas de nossa memória, cristais se espelham amordaçados entre os lençóis/a ruína de vento que perpassa pelo adeus de nossos corpos absolutos/a armadura dos dias, como um naufrágio perto dos portos/todas as palavras ditas, somos frágeis e ferozes/armadilha viva/o que nos protege

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