sábado, 14 de maio de 2011


quando na manhã
voltares
teu corpo
sombrio
para a luz do sol,
é distante aquela manhã
onde dormimos
e sonhamos
na cidade acordada
e pelas ruas
ficamos
intocados
pelas ruas nos olharam
e nas calçadas
caminhamos sem pressa
em cada telhado moveram-se mundos
e choramos e sorrimos sobre todos os umbrais
amanhã
não veremos as estrelas
já se foram
nossos olhos
de cetim
já se foram
nossas bocas aveludadas
de frio
nossas mãos são de concreto
qual o asfalto cinza
vieram todos sem avisar
chegaram os troféus
que guardamos
sem felicidade nenhuma 

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